> Essa terça-feira tem show das bandas Vivendo de Ócio + Medulla @ Studio SP!

20 09 2011

> Essa terça-feira, 20 de Setembro tem show das bandas Vivendo de Ócio + Medulla @ Studio SP!

Vivendo de Ócio

Há quem diga que as boas ideias nascem da preguiça ou da falta do que fazer. Embora o elogio ao ócio possa ser discutido, era nesse clima descompromissado que em 2006, os amigos Jajá Cardoso (voz e guitarra) e Luca Bori (baixo) se reuniram em casa para fazer um som, no Centro Histórico de Salvador. Naquela altura, completos os anos regulamentares do ensino secundário, os amigos já haviam passado por outra banda – a hardcore Trick Attack – e vislumbravam a possibilidade de montar um novo grupo, dessa vez fazendo um som diferente.

Os garotos mergulhavam em referências clássicas do rock´n´roll, como Beatles e Rolling Stones, e abriam os ouvidos para o som contemporâneo das bandas como The Strokes, Bloc Party, Maxïmo Park e Arctic Monkeys. Procuraram um baterista na internet e encontraram Mamede. Em seguida Davide Bori (guitarra), irmão de Luca, engrossou o som do grupo, já batizado como Vivendo do Ócio, nome inspirado nas suas tardes preguiçosas de som.

Depois do ócio, o que se seguiu foi um período intenso de trabalho – composições, ensaios, gravações e o lançamento de um álbum virtual na internet. À moda do Radiohead (que possibilitou o download de “In Rainbows” gratuitamente), o Vivendo do Ócio liberou “Teorias de Amor Moderno” para quem quisesse fazer o download. E a fama da banda correu como rastilho de pólvora a partir da Bahia para outros estados. “Crescemos juntos e o som amadureceu”, avalia Luca Bori. “Somos amigos de infância, conheço o Jajá desde os 10 anos de idade”.

As histórias que os garotos contam em suas letras (a maioria escrita por Jajá Cardoso) – de meninas malvadas, amores desencontrados, festas regadas a rock e algumas bebedeiras – já estão na boca do povo. “Nossas letras refletem o nosso cotidiano, aquilo que vivemos e o que vemos acontecer com nossos amigos”, diz Luca Bori. “Por isso, acho que o pessoal se identifica imediatamente com o que dizemos nas músicas”.

MEDULLA

Dizem que suco de medula dá barato, dá doiderinha – alucina – e, quando os ratos de esgoto Dostoiévsko do Medulla saem bueiro afora arrastando seus instrumentos imaculados e suas cordas vocais calejadas por gritos de prazer e guerra e espremem os limões de seu tresloucado e indefinível jazz rock espacial a única coisa que se pode fazer é acreditar em tal lenda.

Saindo na calada da noite das guerrilhas futurísticas de uma selva Amazônica virtual e/ou real – índios ensandecidos ostentando suas pinturas de guerra – o Medulla mira certeiro seu coquetel molotov na MPB, no rock, no jazz, na música de rua, esvaziando nossos pulmões de ar estagnado, enchendo nossos corações com a certeza de que a música ainda é marginal, ainda importa, ainda nos conecta com o universo, com o infinito; ainda proporciona aquele frio na barriga de quem olha pra dentro do abismo…e sorri, e caçoa.

Depois de seu álbum de estréia, O Fim da Trégua, a banda deu seu salto quântico Novo-Bahianista, vivendo juntos, fortalecendo a conectividade musical e espiritual que gera seu som, seu gênesis. Sempre buscando maneiras diferentes de se aproximar de sua música, de seu público e de diferentes processos criativos o Medulla fechou 2010 e começa 2011 com o projeto de lançar compactos pavimentando o caminho para seu segundo álbum – já com três na praça, e mais um a caminho e ainda incluindo o polêmico vídeo de Eterno Retorno, que teve o corte oficial censurado pela TV– deixando sua música fluir feito bicho solto, sem restrições estéticas ou mercadológicas, inclusive disponibilizando o material em pen drive, CD, DVD, internet e lançando um dos compactos em fita K7, produto sem preço fixo, comprado pelo preço que cada pessoa decide pagar nos shows, fortalecendo os laços entre a banda e público: entre suas mentes criativas, a mágica de sua sinfonia urbana pós-decadente e um mar de gente ávida por musica, revolução, novas maneiras de se ver e interpretar o mundo.

O Medulla não é a mais nova “salvação do rock” – eles vieram para destruir…e construir tudo de novo em cima dos escombros.

COMO? ONDE? QUANDO?
STUDIO SP
Onde? Rua Augusta, 591 – Centro – SP
Quando? Terça-feira, 20 de Setembro às 21h
Quanto? Entrada gratuita

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